Traduzir-se

Julho 24, 2009

Bela reflexão

Arquivado em: Uncategorized — analuciar @ 11:48 am

Por aqui o trabalho vai bem  – mais um livro da Harlequin em andamento, um trabalho interessante para a Reader’s Digest – e ainda está dando para curtir um pouquinho as férias do filhote e do marido.

Hoje quero dividir com vocês um belo texto que li no blog do Danilo Nogueira – que por sua vez estava reproduzindo daqui. É uma fantástica reflexão sobre o trabalho de tradutor feita pelo Renato Motta. É para todo tradutor guardar, ler e reler sempre.

“Para ser tradutor você precisa saber muito bem a língua de origem (inglês, por exemplo), saber melhor ainda a língua de destino (português), ser curioso, ler muito, gostar de aprender coisas novas, ler muito, adquirir cultura, ler muito, viajar sempre que possível, ler muito, estudar até o olho arder e ainda ficar com vontade de ler mais, aprender outras coisas e ir além.

Traduzir não é copiar em outro idioma. É criar, recriar, adaptar, transformar, permutar, dissociar, ressoar, reescrever, revisar e ter pique para começar tudo de novo porque o texto não ficou legal.

É ter um senso crítico apuradíssimo misturado com uma humildade infinita, por mais que tais conceitos pareçam contraditórios (e talvez sejam).

É lapidar a frase de um romance, a cláusula de um contrato ou a instrução de um manual até ficar perfeita, inequívoca, bela, claríssima e dizer: “Queria ver o tradutor do Google fazer isso”.

É saber que as palavras têm sons, têm cores, têm aromas, têm texturas, têm sabores. É aprender a misturá-las em uma receita exótica que não poderá ser duplicada. É ter a certeza de que se centenas de bons profissionais traduzirem o mesmo texto, nenhum deles será igual ao seu, e curtir a beleza dessa insegurança.”

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