“Para traduzir é preciso, em primeiro lugar ter fé – fé na língua portuguesa e nas suas possibilidades de expressão” – Haroldo de Campos
Essa frase está no início do “Vocabulando”, da Isa Mara Lando, que eu já indiquei aqui. Acho muito boa.
“Para traduzir é preciso, em primeiro lugar ter fé – fé na língua portuguesa e nas suas possibilidades de expressão” – Haroldo de Campos
Essa frase está no início do “Vocabulando”, da Isa Mara Lando, que eu já indiquei aqui. Acho muito boa.
Pois é, desde dezembro venho tendo bastante trabalho em tradução para editoras. Até agora já foram cinco romances traduzidos, três deles já publicados (ver abaixo). É um trabalho puxado, cheio de surpresas pelo caminho, mas sou tão, tão apaixonada por ele! E é uma experiência muito legal traduzir aquilo que gostamos de ler. Vou tentar voltar logo para falar um pouco sobre alguns detalhes importantes que venho percebendo enquanto trabalho. Mas deixo uma dica que considero imprescindível para este ofício: revisar sempre o texto final.
Os livros que traduzi e já foram publicados pela Harlequin Books são:
- “Estrada da Esperança” – primeiro volume da série Crônicas de Cedar Cove – Autora: Debbie Macomber (junho/2009).
- “Refém de uma Chantagem” – Autora: Trish Morey (maio/2009 – parte do livro duplo “Reféns do Destino”, edição 100, comemorativa, da série Harlequin Jessica).
- “Renascer do Desejo” – Romance Histórico – Autora: Denise Lynn (março/2009).
Até!
Em um mês cheio de testes de tradução para fazer, o tempo passou e eu nem notei. E, melhor, dos testes e contatos surgiu um trabalho muito, muito legal de tradução do inglês sobre o qual falarei em outro post, mais pra frente e com mais tempo.
Hoje, passo aqui rapidinho, só para dar um oi e deixar a dica de um livro que é um anjo da guarda para tradutores. Tenho certeza de que muitos já conhecem, mas nunca é demais repetir a indicação:
. “Vocabulando”, de Isa Mara Lando, da editora Disal: O livro é visualmente muito bonito, moderno e agradável e o conteúdo é bárbaro! Falsos cognatos explicadinhos, dicas de como resolver traduções complicadas e muito mais. E, se puder, compre também o livro de exercícios, que fixa esses falsos cognatos e ainda treina você com testes legais de tradução.
Volto depois, com mais tempo e mais dicas!
Parabéns a nós, tradutores, pelo dia de hoje! Que São Jerônimo, santo padroeiro da profissão, nos dê a cada dia humildade, curiosidade e determinação para seguirmos com fé nesse ofício.
“A tradução é uma obra criativa. É um ato desmedido. Traduzir é uma exorbitância: quem sou eu para traduzir Dostoiévski?” – Boris Schnaiderman
Feliz Dia Internacional do Tradutor!
“Tradução tem que ser um ato ousado, corajoso, o tradutor tem de ser artista, tem de fazer violência com a linguagem. É uma profissão a princípio impossível.” - Boris Schnaiderman - Tradutor ucraniano naturalizado brasileiro
Bonito, não?
Nesses últimos meses tive a oportunidade de fazer dois cursos que valem ser registrados:
O primeiro foi “Mestres da Literatura Hispano-Americana”, na Casa do Saber do Rio de Janeiro, com ninguém menos do que Nélida Piñon. Sou profunda admiradora da obra de Nélida e foi um prazer enorme ouvi-la falar de mestres como Juan Rulfo, Mario Vargas Llosa, Isabel Allende e Carlos Fuentes. Mas o maior prazer mesmo foi ter a chance de ouvir Nélida falando de si: seus pensamentos, suas experiências, suas memórias. Inesquecível!
O outro, que ainda está em andamento, é o curso de “Revisão e Copidesque”, oferecido pela Estação das Letras, com o professor Alvanísio Damasceno. Alvanísio é um profissional de muita experiência na área editorial e teve uma ótima química com a turma, que é inteligente e interessada. Estou aprendendo muito! E também estou tendo a oportunidade de voltar a freqüentar a Estação das Letras, em um momento em que o lugar acaba de passar por uma ampliação, que inclui a inauguração de uma livraria muito legal. Quem quiser saber mais sobre a Estação e os cursos que oferece pode acessar o link ao lado.
Adoro estudar, aprender, pesquisar e descobrir novas informações. Acredito que isso tenha sido decisivo na minha escolha pela tradução, porque esta é uma profissão em que precisamos estar estudando permanentemente.
Seja revendo a gramática da língua; ou adquirindo um vocabulário cada vez mais amplo; ou treinando a língua falada, para ter uma noção cada vez maior da fluidez necessária aos textos; ou ainda, sempre que possível, viajando para os países que falem a língua de partida, para ter um contato com o dia-a-dia da fala nativa. Isso sem falar nas visitas a sites e nas leituras que surgem novas a cada dia.
Como também precisamos trabalhar, cuidar da família e otras cositas más, é preciso ser jeitoso e gostar muito do negócio, né?
Um jeito legal que eu encontrei para treinar o espanhol falado, foi encontrar semanalmente com uma amiga também tradutora , para conversarmos em espanhol sobre os mais variados assuntos. Rapidamente esses encontros se transformaram em uma hora muito esperada da nossa semana. Uma união prazerosa de estudo e lazer.
E vocês, tem algum truque para manter o contato com a língua com que trabalham?
Que bom inaugurar um blog novo! Que sensação boa!
Sejam todos muito bem-vindos neste espaço onde pretendo falar sobre escrever, sobre a importância enorme que atribuo às palavras – em especial escritas.
O nome do blog, “Traduzir-se” é porque, além da tradução ser um dos meus ofícios e uma grande paixão, acredito que, em um sentido amplo, escrever é traduzir -se (ou pelo menos tentar …) e pretendo falar bastante sobre isso aqui.
Sou uma blogueira apaixonada e com uma certa experiência no assunto. Meu outro blog, o “Idéias e Livros” tem quatro anos e também é voltado para as palavras, só que mais focado na leitura. Venho fazendo bons amigos no primeiro blog ao longo desses anos e espero fazer outros tantos aqui.
Gostaria que o “Traduzir-se” fosse um espaço onde pudéssemos descansar juntos da lida do dia e prosear um pouco sobre as dores e delícias de se trabalhar com a palavra.
Portanto, fiquem à vontade: comentem, perguntem, concordem e discordem, deixem sugestões e dicas… A casa é nossa!